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Post by Ryou Hayashi on Tue Jan 03, 2017 1:38 pm

First topic message reminder :

A fachada do bar é simples, sendo que sua porta é de madeira e uma pequena janela na altura do rosto. O interior é relativamente aconchegante, o cheiro de cigarro é bem forte aqui, algumas mesas circulares espalhadas pelo local e o balcão é relativamente longo. Nos fundos tem uma porta a qual indica ser o banheiro, sendo o mesmo unisex.

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Re: Bar

Post by Victor C. Lunnargentto on Thu Jan 19, 2017 2:08 am

De dentro das chamas uma esfera negra surgia em frente ao talibã. Ela o encarava refletindo o seu rosto de maneira disforme, de jeito inigualavelmente feio. Seu rosto parecia ter recebido toda aquela explosão e seu corpo estava em pedaços, ao seu lado diversas pessoas caídas junto do radical em pedaços.

Lentamente a grande esfera começava a pingar como piche escorrendo de uma bola. Como fuligem deixando a parede. Revelando do seu interior uma pequena e minúscula esfera perolada, ela brilhava de forma chamativa e alegre. O seu calor trazia paz, trazia tranquilidade... trazia perdão.

O preto envolveu o corpo do jovem talibã. Sua sensação trazia medo e também solidão, ódio e também covardia. E ali, entre as duas formas de sua índole o herói via seu corpo ser erguido e ambas as manifestações tomarem, cada uma, metade de um figura humaniforme. Criatura esta que começava a se transformar e ganhar detalhes.

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Re: Bar

Post by Servant X on Thu Jan 19, 2017 2:23 am

Dentro da esfera uma sombra ia tomando forma... Pequena, ia ficando grande... E grande... E grande... Com um forte golpe acertava as suas faces, e ela raxava...


A forma por fim desferia o golpe derradeiro em sua prisão. E ela quebrava. Uma incessante luz dourada emanava de sua cerne e tomava o local.



---


A muito tempo atrás... :
 
Sangue. Destruição. A noite e o dia fundiam-se em uma irreal consagração crepuscular, muito além do abismo ébrio, que é a loucura humana, e as vicissitudes que formam o mal da alma. Era a guerra. Miríades de cadáveres, dispersos infinitamente do norte ao sul, leste à oeste -- destroçados, destronados, indissociáveis pedaços de carne que confundiam-se em montanhas. Alguns se contorciam, ainda vivos, e gritavam desesperados palavras de misericórdia enquanto perdiam-se no torpor do combate: Era a dor da guerra.



- AVANTE, HOMENS!


Soldados, munidos de armadura e coragem, lutavam em flancos. Lanças, espadas... O choque de suas armas reverberava com o fulgor de centenas de trovões. Era como se lá estivessem despidos de sua humanidade: Fossem bestas, criaturas tomadas pelo último frenesi, monstros desnudos de racionalidade, sustentados, sim, pelo mais primal instinto humano. O furioso golpe, dado sob crânios e um rio de sangue que erguia-se até o tamanho d’um joelho humano, de todos os soldados juntos, como um, dava vitória ao exército menor, que sem piedade esmagava o oponente, o fazendo recuar... Vitória.

À noite, comemoravam os guerreiros sob a égide d’uma fogueira:


- Vencemos! – Dizia um soldado, com olhar virtuoso.


- É, vencemos!


 - Bebamos, homens, comemoremos esta vitória! Que amanhã, outra suceda a nossa estrela – e juntos, façamos o gigantesco inimigo sangrar! – O comandante das tropas comemorava.


Onde está o nosso Senhor, para beber conosco?



– O nosso Senhor não bebe, tampouco comemora... – Indagava um dos homens, cheio de dúvidas.


- Ela não é humano...



- Ele é enviado dos deuses – a guerra em pessoa!



- O Senhor não festeja, jamais se diverte, vive para a guerra... Ora, hoje nós tivemos uma importante vitória para nossa grande nação! Hei de falar com ele. Ao menos uma vez, sim, precisamos dele ao redor da fogueira, para nos confortar.



Partiu o homem à colina em direção ao seu Senhor. Lá, solene e plácido, o Senhor flertava com o horizonte. Antes que lhe pudesse falar, já notava a presença do súdito e o respondia, com os olhos atentos ao céu, em um tom sereno, amoroso, e ao mesmo tempo amedrontador:



- Se eu tivesse de derramar uma lágrima sequer... – Dizia o Senhor.


- Perdão, meu suserano? - Retrucava o soldado.



O Homem virava-se em direção ao seu guerreiro e lhe cumprimentava, pondo a firme mão em seu ombro direito. Com um olhar que vertia admoestação e parcimônia, começava a falar:



- Querem todos saber porque eu não festejo, não é? Respondo-te, meu guerreiro, com uma indagação: O que faz o Homem atravessar o inferno da guerra, se sujeitando aos temores e trevas do abismo?



- Coragem! Honra! – Respondeu o soldado.



... Está vendo? Por isso você não entende. A coragem, sozinha, é cega. Um leão é munido de coragem, e ataca o homem, armado com a lança, que pode derrota-lo – mas ele o faz porque é uma besta. Há algo, contudo, muito maior, capaz de tornar o mais fraco o mais forte, e que pode fazer até mesmo os deuses temerem. Pois, sim, é capaz de superar até mesmo a própria morte.



- E o que é, meu Senhor?


- A guerra é o inferno e eu lutei não com espada e escudo. O amor foi o meu guia. – Beijava-lhe a testa e voltava a fitar o horizonte.



O soldado emocionou-se. Lágrimas correram pelos seus olhos como um riacho, e ele voltou para dizer a todos como o grande Senhor era grandioso. No dia seguinte, os soldados do exército inimigo resolveram sujar as suas armaduras com os órgãos e entranhas dos cadáveres dos guerreiros derrotados. Uma carniça, estratégia de intimidação. Mas os do exército do exército à qual aquele homem participava, não. Lustraram os escudos, limparam as lanças e o aço da espada – reluziam como cavaleiros de luz, refletindo o próprio sol. Eram como uma máquina, pois todos agiam juntos como um. Uma máquina movida a guerra, e força, que avançava, e triturava, e destruía. Os flancos dos inimigos eram arrasados, destroçados, e por fim, seu gigantesco império caía. Os soldados pareciam autômatos, criaturas feitas de metal, pois na face, o langor e a glória refletiam mundos pacíficos onde o combate não mais há – somente a glória, e força. O guerreiro dourado combatia de frente e de todos era o mais brilhante. Sequer parecia humano, mas uma tempestade de aço.
 
- Se eu pudesse derramar uma lágrima sequer... Seria pela minha nação.
 
2016, hoje:



A forma por fim desferia o golpe derradeiro em sua prisão. E ela quebrava. Uma incessante luz dourada emanava de sua cerne e tomava o local.




 
- Você me invocou aqui, portanto o graal é nosso.
 
Ressoava rouca e imponente a voz do homem de ouro. O júbilo de centenas de anjos anunciavam a sua chegada, sob raios de luz chamejantes que fustigavam os olhos, de tão poderosos. Ele era como o sol, brilhava tal como uma bola de fogo, com um fulgor reluzente que dissipava todas as trevas do horizonte. Queimava toda a treva ante sua espada, que refletia a luz de infinitos embates – sob os ossos dos derrotados.
 
- Todos os outros mestres são uns fracos, e você é o único que é digno de mim.
 
A luz dele dissipava-se por todo o ambiente. Raios infinitos que convergiam por todas as direções. Um turbilhão dourado. Uma tempestade de aço.
 
- Todos são crianças, movidos por ideais pueris.
 
Mantinha-se imponente. Alto. A sua parcimônia parecia maior que o firmamento. Sua nobreza, mais dourada do que a bola de fogo que emergia do cerne de seu frenesi.
 
- Mas você... Um homem sem terra, que desde moço luta contra a natureza e os outros homens para sobreviver.
 
- Por fim, sua voz cortava a escuridão mediante a última admoestação:
 
A coragem é a maior de suas virtudes, e a honra, por amar a sua terra. Juntos, esmagaremos todos os outros mestres sem piedade alguma, e retomaremos o graal para que seja usado por quem tem mãos de ferro.
 
Que o inimigo seja esmagado.
 
Pisoteado.
 
Humilhado.

Sob o glorioso sol, triunfaremos.

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Não amo a espada brilhante por sua agudeza, nem a flecha por sua rapidez, nem o guerreiro por sua glória. Só amo aquilo que eles defendem.
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Re: Bar

Post by Origin's Word Creator on Thu Jan 19, 2017 2:51 am

Certamente . . . Estava escuro. Se sentiu um pouco solitário e um frio gelado arrepiar a sua espinha enquanto estava completamente atirado no solo, derrotado pelo seu próprio peso e pelo seu cansaço . . . Isso até sentir um brilho dourado o cativar por um momento. Não sabia de onde vinha tanta luz, o árabe entreabriu os olhos por um momento e permaneceu vendo toda aquele brilho dourado do qual havia presenciado antes.
Era lindo . . . Toda aquela aura de nobreza automaticamente o fazia deixar escapar um sorriso esperançoso e até mesmo uma lagrima de alivio, e de certa forma sentia que estava por um momento sendo completamente compreendido pelo ser blindado que o observava.


. . . Antes, eu tinha medo . . . De acabar falhando em meus propósitos e perder minha existência . . . Mas agora eu vejo, que eu não preciso me vingar deles para salvar os outros: Um pouco de carinho e compaixão é o suficiente para salvar uma vida . . . Me diga, guerreiro: Você lutará pelos mais fracos e os protegerá . . . ? Se puder fazer isso, eu já considerarei . . . Que o Nosso Graal foi conquistado antes mesmo da batalha começar. - E por fim, após responder o gigante, não conseguiu aguentar mais ficar consciente e desmaiou completamente mas desta vez com um sorriso em seu rosto como se estivesse sonhando com um futuro pela frente: Um futuro pelo qual havia alcançado sua redenção e recuperado a sua identidade que estava escondida através de seu medo e hesitação.






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Post by Origin's Word Creator on Fri Jan 20, 2017 7:53 pm

Um bom tempo havia se passado desde aqueles eventos repentinos e, por fim, o árabe finalmente despertava . . . Então ainda estava próximo do local que havia sido completamente destruído? Irônico. Pelo visto ainda tinha muito que analisar visto que ainda se lembrava da estranha figura dourada que havia surgido poucos antes de perder sua consciência.


Aquele guerreiro dourado . . . Era um servo . . . ? Aonde está ? - Perguntava para si mesmo enquanto se levantava até um pouco devagar. Ainda estava um pouco tonto e confuso da cabeça.
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Post by Servant X on Sat Jan 21, 2017 2:44 am

O guerreiro mantinha-se em pé -- impassível, imóvel, inefável. Não respondia as palavras de seu mestre, deixava que o seu furor reluzente o fizesse por si -- e era sim.
Mantinha-se de pé, guardando a segurança de seu sono, enquanto flertava com as estrelas. Estrelas estas que tangenciavam o brilho celestial de sua armadura, que a medida que os astros -- que cortavam os céus -- dançavam, ia se tornando cada vez mais e mais perene... Até o ponto que finalmente se dissipava. E o ouro lá não mais estava.
Seu mestre por fim despertava.

- Estou aqui, meu mestre.

O sol parecia duplicar-se diante do árabe. Um clarão imenso, intenso -- servira para despertar todos os seus instintos ainda dispersos, e lhe fustigava os olhos. Então, aproximava-se dele em um tom ameaçador, invencível frênesi -- até que, aos passos, ia ficando menor, menor e menor... E as chamas se tornavam carne. A armadura, não mais era. Aquela aura dourada não mais pairava pelo ar, mas estava infundida dentro do corpo do guerreiro, que dispunha-se diante do seu mestre usando roupas comuns para àquela época.

- Estou a seu dispor! - Fazia uma breve reverência.

- Vigiei o seu sonho à noite, esperei as suas feridas sararem. Acredito que dessa forma não chamaremos muita atenção nessa era. Quando acordamos, sempre o fazemos com um leve conhecimento sobre o mundo atual... Pois bem. Digo que a modernidade é fraca, e tola. O homem está doente, muito doente. Devemos reclamar o graal, meu mestre, para salvar a mente dos homens!

---




Aparência:



O homem tinha mais de dois metros, era extremamente musculoso e tinha mãos enormes. Contudo, conservava uma beleza incrivel, mitológica, que contrastava com o seu corpo rústico, em uma mistura digna d'um herói.
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Re: Bar

Post by BLAZE on Sat Jan 21, 2017 2:44 pm

*Algo passava por ali sem ser devidamente percebido por ninguém*
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Post by Origin's Word Creator on Sat Jan 21, 2017 9:57 pm

. . . !

O árabe assustou-se com o tamanho daquele ser: Não só era um individuo que possuía quase que um metro a mais de sua altura como também o imenso clarão não saia de jeito algo. Até pensou em usar o óculos escuros por um momento para tentar evitar que se cegasse com aquela luz dourada mas aquilo havia se provado inútil. Só pode o avistar totalmente quando a mesma figura desmaterializou aquela armadura dourada e trajava as ''roupas modernas'' daquela região . . . Porem, de certa forma, ainda podia sentir aquela aura magnifica de alguma forma.

Os tempos são outros . . . Muita coisa deve ser estranha e diferente para você, mas não se preocupe: Os homens desta era são fortes interessantes do jeito deles . . . E agradeço por ter me vigiado durante a noite: Como devo chama-lo, Servant ? Sinto lhe dizer . . . Mas a unica coisa que sei sobre você é a sua aura amedrontadora e nobre.
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Post by Lucca Archibald on Tue Jan 24, 2017 10:36 pm

Lucca desceu do ônibus, caminhando alguns minutos, chegou no bar destruído. Seu olhar, tão inocente e ingênuo, foi tomado por imediato "terror".

- Meu bom Cristo!

Viu os civis são e salvos, mas não parou de correr para adentrar no local, scaneando o local com seus olhos até ver a figura familiar.

- Shariz!

Chamou pelo seu nome, e chegou a dar alguns passos na direção do mesmo, mas logo vislumbrou o desconhecido que vinha logo ao lado do mesmo. Reconheceu a presença espiritual, um frio passando pela sua espinha junto com um pequeno aperto no estomago. Parou, um tanto pálida e assustada.

-... O que... O que aconteceu?
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Re: Bar

Post by Origin's Word Creator on Tue Jan 24, 2017 10:46 pm

Hm ?

O árabe ouviu uma voz familiar porem não tinha certeza de onde era: Após alguns momentos para identificar a direção de onde vinha aquela voz, pode perceber que era a Lucca que estava procurando por sua presença . . . Apesar de ter notado que ela ficou completamente paralisada e pálida por um momento ao avistar o seu servo logo ao lado. Shariz por fim se aproximava até ela e, sem saber como reagir, expressava um sorriso enquanto perguntava.

Lucca ! Como você me encontrou . . . ? E eles me encontraram, a ISIS . . . Mas finalmente, pude dar um passo adiante em minha jornada e superei os incidentes. E não tenha medo: O gigante ali é um amigo, de fato, devo minha vida a ele.
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Re: Bar

Post by Servant X on Wed Jan 25, 2017 3:04 am

Antes que ele pudesse responder o seu mestre, o lugar era invadido pela pequenina jovem de cabelos prateados. Entrava rápida e roubava a atenção do gigante -- seria uma ameaça? Deveria ele atacá-la? A respondia com desconfiança, com o olhar. Não parecia ter rancor na expressão, como típico dos que esperam um embuste. Sua face mantinha-se calma, serena; e ele não demonstrava nenhum incômodo na linguagem corporal, que mantinha-se impassível. Contudo, vertia uma aura ameaçadora, que fustigava a cerne da pobre jovem -- que tinha medo, medo este por qual infundia o espírito do guerreiro. O árabe então lhe guiava as palavras.

"Lucca ! Como você me encontrou . . . ? E eles me encontraram, a ISIS . . . Mas finalmente, pude dar um passo adiante em minha jornada e superei os incidentes. E não tenha medo: O gigante ali é um amigo, de fato, devo minha vida a ele."


Dizia ele.

Sem sequer mover o corpo, o Servo o acompanhava com os olhos, falando então -- uma voz rouca, que cortava o silêncio do lugar:

- Quem é essa moça? Você a conhece? Ela não me parece ser uma menina normal... Ela me parece ter muito poder. Mas ela tem medo. Quem tem medo perde antes mesmo de atacar. Se for a sua aliada, você deve ensinar isso a ela.
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Re: Bar

Post by Lucca Archibald on Wed Jan 25, 2017 7:32 pm

- Amigo..?

Sua voz soou um tanto baixa, quase hesitante e pareceu arranhar sua garganta para conseguir sair. Suas mãos próximas do corpo, sentiu medo ainda maior de ter sido lida tão facilmente pelo "amigo" do seu amigo, tornando o olhar para ele boquiaberta, seus olhos bem abertos.

O coração da Lucca se apertou com aquelas palavras sobre não ser normal, tornando a olhar para baixo com a seguinte frase sobre sua coragem.

-... Eu... Eu sou Lucca Archibald... Salvi. - Tornou o olhar para o árabe, ainda mantendo uma certa distância por conta do medo que a afligia. - Eu segui os tweets recentes com seu nome no hashtag... Err, vamos dizer que você é meio que uma... Celebridade social no momento.

O som das sirenes começaram a soar na distância, e olhou por cima do ombro, preocupada.

- Subaru pediu para te encontrar, disse que queria conversar conosco. Se você ficar aqui com certeza vão querer te entrevistar e ainda mais certeza vai ser difícil te tirar daqui... - Sorriu brevemente, um tanto tensa. - E também vai ser difícil explicar... Ele.

Indicou com a cabeça para o servo.
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Re: Bar

Post by Origin's Word Creator on Wed Jan 25, 2017 8:23 pm

Não se preocupe . . . Akh ( Meu irmão ), Lucca é uma grande amiga que esteve me ajudando desde o momento que eu cheguei nessa cidade. Pode confiar nela, ela é uma boa pessoa . . . !

O Árabe sabia bem que a loura suspeitava - Ou melhor, já deveria saber - que o gigante era seu servo: Até mesmo conseguia compreender o porque dela ficar assustada. Porem, sua seriedade foi quebrada no momento em que acabou ouvindo da jovem que havia se tornado uma celebridade local . . . Mas porque ? E como souberam tão rápido ? Porem, ao ouvir os barulhos da Sirene, decidiu então assentir positivamente com a cabeça e se virava para o guerreiro que só estava observando com um certo olhar de curiosidade que chegava a ser cômico.

Bem . . . Ele até que se adaptou mais rápido do que eu a esta Era . . . Hahaha . . . Vamos indo então. Akh, preciso que me acompanhe para eu te apresentar outro aliados . . . Ou melhor, como devo lhe chamar ? - Perguntava para o Servo da aura dourada, que apesar de tudo, não saberia como deveria chama-lo sem o faltar com respeito.
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Re: Bar

Post by Servant X on Wed Jan 25, 2017 9:59 pm

- Então... Essa menina sabe de tudo?

Dizia, com uma expressão curiosa. Não parecia dar importância para as outras coisas que a moça estava dizendo, mas por dentro mantinha-se atento, sempre em busca de um possível embuste futuro.
Virava-se lentamente em direção ao seu mestre e o olhava nos olhos, de maneira penetrante. Era óbvio que, apesar de estar adstrito a condição de servo por conta da invocação, não perdia a compostura, e não se colocava nela como um inferior -- o fazia sim pelo bem da concretização dos objetivos em comum. Admirava o espírito do árabe e o via o árabe como um importante aliado, mas não como superior.

- Me chame de guerreiro. Eu não mereço nenhuma outra alcunha que não esta... Akh.

Fazia uma breve reverência com as mãos, o que evidenciava o seu tamanho descomunal. De fato, aquelas mãos eram tão grandes e fortes que pareciam capazes de poder esmagar uma bola de basquete!
Em seguida, ia em direção a pequena menina e a olhava de cima para baixo, mas não vertendo desprezo, sim admoestação.

- Se você é nossa aliada, então você deve entender o caminho do guerreiro, ou sucumbirá. Vejo que você é uma pessoa dotada de muito conhecimento, e por isso tem poder, mas conhecimento só é força se você se fizer grande.
Aprenda, ou você vai quebrar. Você treme muito, não vai conseguir nem se salvar assim, quanto mais os outros?

Após dizer tais palavras, sequer esperava a resposta da moça. Dava alguns passos para frente, deixando-a lá, sozinha. Então, acenava para o árabe com a mão direita, para que ele lhes ditasse o caminho.
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Re: Bar

Post by Lucca Archibald on Thu Jan 26, 2017 12:51 am

Shariz continuava gentil como sempre, e isso drenou um sorriso dos lábios da garota, todavia seu clima foi quebrado pelas palavras duras que recebeu do servo. Estremeceu, tentando se esforçar para não tremer mesmo que suas pernas continuassem tremendo. Milhares de pensamentos cruzavam a mente da garota, lembrando-se constantemente do tamanho das mãos do gigante na sua frente, até mesmo seus olhos pareciam estar girando conforme o mundo ficava mole debaixo dos seus pés, vindo até lacrimejar.

- Si-Sim!

Foi a única coisa que conseguiu fazer sair dos seus lábios quase secos, uma pequena pontada dolorida cortando seu coração pelas palavras e atitudes duras. A tristeza passou pelo seu olhar e quase não conseguiu controlar o choro.

Tinha que se forte. Pelo menos na frente deles...!

Foi tirando o celular para informar que estava com Shariz, mas ao cair direto na caixa postal, suspirou atordoada.

- Vamos para a Rua principal e evitar algumas pessoas.

Sorriu para Shariz, mesmo ainda um tanto nervosa.
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Re: Bar

Post by Origin's Word Creator on Thu Jan 26, 2017 1:10 am

Shariz mal soube reagir com toda aquela referencia do gigante: Tudo o que fez naquele momento, foi retribuir o gesto para mostrar igualdade perante a ele: E o mais importante, o respeito mutuo que presava pelo guardião dourado. De fato, o Guerreiro era muito mais bruto nas palavras do que aparentava: Mas por alguma razão, entendia que aquele era o seu jeito de se preocupar com os outros e acabou apenas expressando um leve sorriso de satisfação. Apesar de tudo, apenas acariciou um pouco o topo da cabeça da loura para a acalmar um pouco e por fim, acabava seguindo a indicação dela antes que a policia e as multidões chegasse.
Você é forte, Lucca. Eu confio em você e sei que protegerá os outros. - Por fim, o árabe seguia para a Rua Principal, e esperava que fosse acompanhado pelo seu servo e por sua amiga.



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Re: Bar

Post by Servant X on Thu Jan 26, 2017 2:02 pm

Desferia um longo suspiro. Queria que aquela garota tivesse entendido, mas ela não havia. Bem, de qualquer forma chegaria a sua hora: Ou entenderia ou morreria. Assim, infelizmente, é a lei do mundo. E por ele ser tão cruel e terrível, faria o possível para protegê-la até que ela pudesse andar com as próprias pernas -- isso se, obviamente, se mantivesse uma aliada, caso não, seria vítima de sua ira.
De resto, seguia o árabe com elegância, não olhando para trás, nem para a menina, por um segundo sequer.

A medida que caminhavam pela rua, o Servo chamava atenção da multidão. Homens e mulheres cruzavam a cidade de um lado para o outro, indo para o trabalho, fazer compras, afazeres diários. O fato é que toda vez que cada um deles olhava para o Servo, assustavam-se. Os mais corajosos faziam de tudo para desviar o olhar dele, mas os mais tímidos simplesmente desviavam o caminho. O que havia naquele homem, exceto pelo seu tamanho, que instigava tanto medo? Instinto. Como o cervo que sabe que vai ser abatido pelo leão e por isso o teme, eles sabiam que aquele homem era o leão, e por isso sentiam um temor inefável dentro de sua cerne de cervo.

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Re: Bar

Post by Lucca Archibald on Thu Jan 26, 2017 2:46 pm

Não tinha palavras que pudesse expressar seus sentimentos naquele momento, sentia-se protegida ao mesmo tempo que amedrontada.

Imediatamente a conversa que teve com Victor lhe veio a mente, como se ele fosse o leão e ela o rato. "Um dia iria chegar sua vez, assim como o leão poupou o rato e este salvou sua vida do caçador.". Um pouco mais determinada, seguiu atrás deles.

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Re: Bar

Post by Setsuna e mais uma negada on Thu Jan 26, 2017 7:48 pm

Nas trevas da noite uma criatura se misturava imperceptivel passava de lugar em lugar buscando ouvir informações sem jamais ser notada

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Re: Bar

Post by Setsuna e mais uma negada on Thu Jan 26, 2017 9:36 pm

A Serva após ouvir tudo o que poderia ouvir pelo bar, avistou a area comercial e passou a se direcionar a ela 

MDT - Comercial - Bairro 1 - Rua Principal

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Setsuna e mais uma negada

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